

26 de abr. de 2026
No sábado (2), às 17h30, o Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA), em Belém (PA), promove uma conversa aproximada com Pollyana Quintella, Vânia Leal e Emmanuel Nassar, como parte da programação da exposição Meu Tema Sou Eu, de Emmanuel Nassar, com curadoria de Vânia Leal. A atividade conta com o apoio da galeria Almeida & Dale, é gratuita e aberta ao público interessado em arte e em conhecer de forma mais aprofundada o trabalho de Emmanuel Nassar, artista paraense reconhecido nacional e internacionalmente.
O CCBA conta com patrocínio master da Shell e patrocínio da Vale e do Mercado Livre. O apoio institucional é do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, Fadesp, Horus Planejamento e Gestão e Galeria Almeida & Dale, com realização via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Pollyana Quintella é escritora, pesquisadora e curadora da Pinacoteca de São Paulo (SP), onde organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua (2022-2023), Cao Fei: O futuro não é um sonho (2023-2024) e Lygia Clark: Projeto para um planeta (2024). Além dela, participará da conversa um grupo de 13 colecionadores de arte ligados à Pinacoteca, que veio a Belém especialmente para visitar a exposição e realizar um circuito por espaços artísticos da cidade.
Segundo Pollyana Quintella, o cenário atual desperta interesse e evidencia a força da produção local paraense. “É um momento em que a cena artística e cultural de Belém está muito viva, pulsante, algo que se expressa no próprio Centro Cultural Bienal das Amazônias, mas também para além dele. A quantidade de artistas, especialmente jovens, que se formam a partir desse contexto é algo que certamente chama atenção. Belém tem uma contribuição muito própria, uma voz autoral que interessa conhecer e compreender melhor”, afirma.
A pesquisadora também destaca a relevância da obra de Emmanuel Nassar no cenário nacional. “Não se conta a história da arte brasileira contemporânea sem passar pelo nome do Emmanuel. Ao longo de décadas, ele construiu uma produção crítica que articula, de forma muito singular, elementos da tradição construtiva com referências das culturas populares. Seu trabalho transita entre o erudito e o popular com uma linguagem própria, incorporando influências da rua, da cultura visual e de tecnologias muitas vezes precárias, que surgem em contextos urbanos distantes dos grandes centros”, completa.
Para Vânia Leal, a atividade é uma oportunidade de aproximação entre público e obra. “Nós esperamos a presença do público para esse momento especial, em que faremos juntos uma visita pela exposição e, em seguida, essa conversa aproximada”, explica.
Pollyana Quintella é doutoranda e mestre em História da Arte pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Foi curadora assistente do Museu de Arte do Rio (MAR) entre 2018 e 2021 e, como curadora independente, realizou exposições em instituições como Sesc Pompeia, Museu Paranaense (MuPA) e Paço Imperial. Também escreve sobre arte contemporânea e cultura visual para veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e revistas especializadas, além de atuar como professora em cursos livres. Em 2023, integrou o programa Art and Power School, da Getty Foundation, em Roma.
TRAJETÓRIA E MEMÓRIA NA OBRA DE EMMANUEL NASSAR
Com a exposição Meu Tema Sou Eu, Emmanuel Nassar retorna ao CCBA após forte presença recente no circuito cultural local. Em 2023, participou da primeira edição da Bienal das Amazônias e, em 2024, lançou uma monografia dedicada à sua trajetória e apresentou a instalação 18 Chapas, ampliando o acesso do público à sua produção.
A mostra no CCBA reúne diferentes momentos de sua carreira, com obras das décadas de 1980 e 1990 pertencentes a colecionadores particulares, além de trabalhos recentes e instalações emblemáticas, como as chapas metálicas da série 18 Chapas, bandeiras inspiradas em Brasil em Chamas (1998), a Pirâmide de Tambores, o Carrinho Amarelo e a instalação Lataria Espacial (2022).
Para o artista, a exposição representa um percurso afetivo e coletivo. Nassar define a mostra como uma síntese de sua trajetória artística construída em diálogo com a cidade e com o público que acompanha sua produção ao longo dos anos. “Para um artista com mais de 70 anos como eu, toda mostra é uma retrospectiva. E esta, no CCBA, é muito especial porque marca um reencontro com o público local e, em particular, com amigos colecionadores de boas lembranças”, afirma Nassar.
Segundo Vânia, o processo curatorial foi um exercício de proximidade crítica, já que, acompanhar um artista com trajetória consolidada, implica lidar com camadas de tempo, memória da cidade e da própria história da arte brasileira. “Emmanuel é um artista de enorme relevância, e o que mais me mobiliza é a responsabilidade de sustentar um diálogo à altura da complexidade de seu trabalho”, afirma.
ESPAÇO DE REENCONTROS
O CCBA é um ponto de encontro entre diferentes linguagens artísticas e produções contemporâneas da Amazônia e de outras regiões do país. Para Lívia Condurú, presidente fundadora da Bienal das Amazônias, o CCBA entra em uma nova fase com o desejo claro de se aproximar ainda mais de Belém. “Queremos que a cidade nos reconheça como um ponto de encontro da coletividade, onde nosso espaço, com programações gratuitas, reverbere o bairro que o abriga: um território onde as diferenças convivem, onde a dissonância é potência criativa”, sintetiza Lívia.
Com quatro pavimentos, quase oito mil metros quadrados de área e localizado na Campina, bairro histórico da região central de Belém, o CCBA se consolida como um grande espaço para a realização de programas de residência, exposições de artes visuais, mostras de cinema, apresentações musicais e seminários, entre outras atividades, na capital paraense. Requalificado, o edifício onde funcionou por muitos anos uma loja de departamentos que marcou o comércio local e a memória de muitos belenenses, a Y.Yamada, se tornou a sede do Instituto Bienal das Amazônias, logo após a realização da 1ª Bienal das Amazônias. Além das áreas expositivas e espaços de circulação, adaptáveis a diferentes usos, o CCBA conta com salas multiuso. Esses ambientes ampliam o acesso às práticas culturais e asseguram que públicos diversos se apropriem do espaço como galeria, centro cultural e museu.
SOBRE A SHELL
Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell.
A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
SOBRE A VALE
A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.
SERVIÇO:
CCBA promove conversa aproximada com Pollyana Quintella, Vânia Leal e Emmanuel Nassar no sábado, dentro da exposição Meu Tema Sou Eu.
Local: Rua Senador Manoel Barata, 400 - Comércio, Belém (PA) - Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA).
Data: 2 de maio de 2026.
Hora: 17h30.
Horário de funcionamento do CCBA: quartas e quintas das 9h às 17h; sextas e sábados das 10h às 20h; domingos e feriados das 10h às 15h.
Entrada: gratuita.
Classificação: Livre.
Instagram: @ccba.belem.
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